Alopecias Cicatriciais - Fabiana Caraciolo

Alopecias Cicatriciais

Alopecia cicatricial em couro cabeludo

As quedas de cabelo (alopecias) são dividas em 2 grupos:

  1. Não cicatriciais: o pelo cai mas pode voltar a nascer a qualquer momento, pois não há destruição do folículo piloso. São então potencialmente reversíveis. Exemplos de alopecias não cicatriciais são eflúvio telógeno, alopecia areata e alopecia androgenética.
  2. Cicatriciais: ocorre perda definitiva de pelos em determinado local após destruição dos folículos pilosos. Ou seja, é um processo irreversível: o cabelo que cai não volta!

E, de acordo com a sua origem, as alopecias cicatriciais são classificadas em:

  • Secundárias: quando um agente externo causa a destruição do folículo; ex: trauma físico, radioterapia, quimioterapia, infecções de couro cabeludo, tração persistente dos cabelos (alopecia de tração), doenças granulomatosas, esclerodermia, etc.

Alopecia de tração – Modelo Naomi Campbell

 

  • Primárias: quando o próprio sistema imune ataca a região do istmo, local onde estão as células tronco foliculares. Os folículos são então destruídos pela inflamação e substituídos por por fibrose (cicatriz). E dessa forma, não há como voltar a nascer cabelo naquele local.

Ataque autoimune à região do folículo piloso na qual estão as células tronco

Neste artigo, irei falar especificamente das alopecias cicatriciais primárias. Algumas afetam só o couro cabeludo, mas outras podem afetar qualquer pelo do corpo.

Uma alopecia cicatricial costuma se manifestar inicialmente com sintomas de coceira, ardor, queimação, dor ou vermelhidão. Por isso, é tão importante ficar alerta para essas sensações estranhas no couro cabeludo. Porém, muitas vezes, o paciente só procura o dermatologista quando já houve destruição de folículos gerando falhas.

Descamação também costuma aparecer e é muitas vezes confundida com uma caspa (dermatite seborreica), retardando também a procura por ajuda profissional.

 

Descamação e vermelhidão em área de alopecia cicatricial

As alopecias cicatriciais primárias mais frequentes são:

 

 

 

 

 

 

 

Foliculite dissecante

 

 

O número de casos de alopecia cicatricial têm crescido bastante nos últimos anos, especialmente os de alopecia fibrosante frontal e este tipo de perda de cabelo é considerado uma urgência tricológica, ou seja, é necessário que seja feito um diagnóstico correto o quanto antes para tentar salvar os folículos que ainda não foram destruídos. Os que já foram perdidos, infelizmente, não mais voltarão a fabricar pelo.

O diagnóstico das alopecias cicatriciais é sugerido pela tricoscopia (dermatoscopia do couro cabeludo e dos fios de cabelo) e confirmado pela biópsia de couro cabeludo.

O tratamento das alopecias cicatriciais primárias são feitos geralmente através do uso de medicações por via tópica e também oral e os objetivos são:

  1. Bloquear ou, pelo menos, retardar a progressão da perda de cabelo
  2. Aliviar as queixas de coceira, ardor, dor e vermelhidão

Cabelos novos, infelizmente, não costumam voltar a nascerem nas áreas de cicatriz.

Quanto ao transplante capilar, ele pode ser realizado em alguns tipo de alopecias cicatriciais, desde que a doença esteja estável há pelo menos 2 anos.

 

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