Biópsia de couro cabeludo: indicações e particularidades - Fabiana Caraciolo

Biópsia de couro cabeludo: indicações e particularidades

Biópsia de couro cabeludo com punch

Biópsia de couro cabeludo com punch

Queda de cabelo, perda de cabelo e queixas de couro cabeludo como coceira, dor, queimor e descamação merecem sempre uma investigação minuciosa, pois, muitas são as doenças locais ou até sistêmicas que podem estar envolvidas. E, os tratamentos não devem ser feitos “às cegas”, e sim direcionadas à causa.

Além da história da queixa bem colhida, o dermatologista dispõe de uma grande ferramenta para auxiliar que é a tricoscopia, que, juntamente com exames de sangue, muitas vezes indicados, consegue fechar um diagnóstico na maioria dos casos.

Porém, algumas vezes, faz-se necessário um exame ainda mais específico que é a biópsia de couro cabeludo.

A biópsia de couro cabeludo é um procedimento cirúrgico no qual um pequeno fragmento do couro é retirado pelo dermatologista, para que seja analisado ao microscópio pelo médico patologista. Ou seja, permite entender o que realmente está acontecendo dentro do couro cabeludo, tanto em relação aos folículos, quanto à pele ao seu redor.

Etapas da biópsia de couro cabeludo:

  • Escolha do local a ser biopsiado, guiada pela tricoscopia. Esta etapa é muito importante pois caso seja selecionada uma área não adequada, o diagnóstico pelo patologista pode ser prejudicado.

Tricoscopia para escolha do local da biópsia

  • Limpeza do local com antisséptico
  • Anestesia local
  • Retirada de fragmento de couro cabeludo através de instrumento chamado punch no tamanho de 4mm, menor que uma borracha de lápis. É importante que o fragmento contenha o tecido subcutâneo onde estão os bulbos dos folículos. Em alguns casos de suspeita de alopecia cicatricial, a retirada de 2 fragmentos às vezes é necessária.

Biópsia de couro cabeludo com punch

 

Fragmento de couro cabeludo obtido por punch

  • Sutura da área da retirada do fragmento, resultando em marca praticamente imperceptível, devido ao seu tamanho muito pequeno
  • Fragmento de couro cabeludo obtido é colocado em frasco contendo formol para conservá-lo e é enviado para laboratório de patologista com experiência em doenças do cabelo e do couro cabeludo
  • Patologista analisa o fragmento ao microscópio e descreve os achados como número de unidades foliculares, número de folículos normais e miniaturizados, inflamação, fibrose, etc.

E quando a biópsia de couro cabeludo está indicada?

Algumas indicações são:

  • Em alguns casos muito iniciais de calvície (alopecia androgenética) que ainda não conseguem ser diagnosticados apenas com exame clínico e tricoscopia
  • Em alguns casos em que o diagnóstico diferencial entre alopecia androgenética e eflúvio telógeno crônico é necessário
  • Para confirmação de alguns casos de psoríase
  • Na suspeita de alopecia cicatricial (alopecia fibrosante frontal, líquen plano pilar, foliculite decalvante, lupus, entre outras) –> tanto para confirmar o caráter cicatricial, quanto para o diagnóstico diferencial entre elas
  • Para diagnóstico diferencial entre alopecia areata e tricotilomania; ou com alopecia fibrosante frontal, quando acometimento de margem anterior do cabelo
  • Na suspeita de 2 doenças concomitantes, etc.

Como pudemos ver, a biópsia de couro cabeludo necessita ser realizada de maneira adequada em relação à escolha do local (sempre guiada pela tricoscopia),  tamanho e profundidade do fragmento, envio para patologista com experiência neste tipo de tecido, e, posteriormente, interpretação do resultado do anatomopatológico pelo dermatologista.

Para saber sobre outros exames do couro cabeludo, clique aqui.

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