Calvície feminina - Fabiana Caraciolo

Calvície feminina

Alopecia androgenética feminina (calvície feminina)

Sim, mulheres também podem ter calvície, e mais: a doença é a principal causa de perda de cabelos nas mulheres!

Dados epidemiológicos mostram que, ao longo da vida,  cerca 50% das mulheres brancas terão algum grau de calvície. Já a prevalência em asiáticos e afrodescendentes é bem menor.

A doença costuma começar a ser percebida a partir dos 30, 40 anos, quando já cerca de 50% do volume do cabelo já foi diminuído.

A incidência aumenta com a idade, principalmente após a menopausa. Mas, casos mais intensos, porém, são perceptíveis já na adolescência. 

 

O que causa a calvície?

O nome científico da calvície é alopecia androgenética e ela ocorre, como o próprio nome sugere, pela interação entre a herança genética do indivíduo e os hormônios androgênicos (masculinos) que a mulher também possui.

 

 

A calvície pode ser herdada tanto do pai quanto da mãe. Um dos genes já associados à calvície feminina em relação ao risco para doença foi o do receptor do hormônio androgênico, que está no cromossomo X, por isso, foi criado o mito de que a calvície viria só do lado da mãe. Na verdade, vários outros genes também estão envolvidos na predisposição à doença e podem vir de ambos os lados da família.  A genética da calvície feminina é menos compreendida do que a da calvície masculina, e,  muitas mulheres com calvície relatam não ter ninguém na família com este tipo de alopecia. Ou seja, não ter antecedentes familiares de calvície, não exclui que a mulher vá apresentar a doença algum dia.

Também é menos entendido o papel dos hormônios androgênicos na calvície feminina. Na maioria das mulheres acometidas, os níveis hormonais estão normais e acredita-se que, em algumas mulheres, haja uma maior sensibilidade dos receptores  da região central do couro cabeludo aos hormônios androgênicos, levando à miniaturização dos folículos. 

Em algumas mulheres com calvície, porém,pode ser encontrada uma maior produção de hormônios androgênicos pelos ovários, como na síndrome dos ovários policístico, ou uma alteração dos hormônios das glândulas adrenais  (temos 2 glândulas destas no nosso corpo: uma em cima de cada rim). Por isso, uma investigação hormonal se faz importante, além de outros exames para afastar outras causas que contribuem para queda de cabelo, como deficiência de nutrientes, etc.

 

Miniaturização dos folículos:

Nos folículos do couro cabeludo, o hormônio testosterona é convertido em dihidrotestosterona (DHT) pela ação de uma enzima chamada 5-alfa-redutase. A DHT, por usa vez, liga-se a receptores presentes nos folículos pilosos, levando às alterações responsáveis pela calvície nos indivíduos geneticamente predispostos.

DHT causando miniaturização dos folículos

 

Normalmente, os cabelos caem e novos cabelos crescem no local com a mesma espessura e atingem o mesmo comprimento que os que caíram alcançaram. Já nas áreas afetadas pela calvície, isto não ocorre, e, a cada ciclo do cabelo, a sua fase de crescimento se torna mais curta. Dessa forma, o cabelo cresce um pouco e logo cai. Além disso, ocorre o fenômeno chamado de miniaturização do folículo piloso, processo no qual o folículo vai sofrendo uma diminuição do seu tamanho, pouco a pouco. O resultado é que o folículo passa a produzir fios cada vez mais finos e curtos, que não são mais capazes de cobrir adequadamente a cabeça.

 

Microinflamação

Atualmente, sabemos que, em alguns pacientes com calvície, existe uma inflamação leve a moderada ao redor do folículo piloso, em seu terço superior chamado infundíbulo. Além disso, fibrose leve também pode ser encontrada ao redor do folículo.

 

Substituição dos folículo por fibrose

A alopecia androgenética é classificada como um tipo de alopecia não cicatricial. Mas, como vimos anteriormente, no processo de miniaturização, o folículo vai sofrendo uma diminuição do seu tamanho, pouco a pouco e, como avançar da doença alguns deles são substituídos por fibrose (cicatriz), não sendo possível mais nascer fios de cabelo naquele local. E, é justamente por isso que é tão importante fazer o diagnóstico precoce da calvície. Quanto mais cedo é iniciado o tratamento, melhores são os resultados, pois menos folículos foram perdidos.

Minha mãe e pai são calvos. Eu certamente terei calvície?

 

 

Não necessariamente será também. A doença é causada por muitos genes diferentes, mas você pode não herdar nenhum destes genes dos dois genitores e, assim,não desenvolverá calvície.

 

 

Como reconhecer a calvície feminina?

Um dos motivos pelos quais muita gente não imagina que a mulher também pode sofrer de calvície talvez seja a diferença do padrão de perda de cabelo entre homens e mulheres.

Nos homens, a calvície é facilmente identificada pois  se apresenta com as clássicas “entradas” na linha da frente da cabeça e/ou com o cabelo raleando no topo da cabeça (“coroinha do frade”, “coroa”, “cucuruco”, entre outros apelidos).  Já, nas mulheres, a doença se manifesta, geralmente, de maneira diferente, sendo mais difícil o seu reconhecimento em fases iniciais.

Calvície masculina e calvície feminina

–> Em que a mulher deve ficar de olho para tentar reconhecer a calvície no seu comecinho:

1) Risca que divide o cabelo alargando:

Com o afinamento progressivo dos fios, o cabelo vai raleando principalmente na parte frontal e topo do couro cabeludo. O resultado é um alargamento da linha que divide o cabelo, deixando o couro cabeludo cada vez mais visível.  Em casos avançados, pode haver ausência quase total de cabelos na região afetada.

 

A calvície feminina costuma ser mais extensa que a masculina. Assim, com o tempo, pode haver uma perda difusa de cabelos na parte superior, lateral e posterior da cabeça,  geralmente preservando a linha da frente do cabelo.

 

 

2) Redução do volume capilar:

A calvície feminina também pode ser percebida a partir de uma diminuição do volume capilar:

💠 Rabo de cavalo ficando cada vez mais fino e precisando dar mais voltas no elástico;

💠Cabelo agora cabe todo em uma só mão

💠Trança cada vez mais fina

 

3) Entradas

Sim, a mulher também pode desenvolver o padrão masculino de calvície.

 

 

4) Aumento da queda de cabelo

Queda de cabelo aumentada também pode ser um sinal de calvície, uma vez que, na doença, a fase de crescimento do cabelo é encurtada, e assim, mais folículos passam ao mesmo tempo para fase de queda prematuramente. Mas queda de cabelo não é a principal característica da doença e deve-se lembrar que existem inúmeras outras causas de queda de cabelo, que inclusive podem acontecer junto com  a calvície, daí a importância de passar com dermatologista diante de qualquer alteração capilar.

 

Como o dermatologista consegue fazer o diagnóstico da calvície feminina mesmo nas fases iniciais?

Geralmente a calvície só é notada pelas mulheres quando 50% do volume dos cabelos já foram perdidos, por isso, vale a pena fazer um check up capilar com um dermatologista para investigar estágios iniciais da doença

A primeira parte da consulta é chamada de anamnese: uma conversa entre médico e paciente em busca de detalhes no seu histórico pessoal e familiar que possam estar relacionados à sua queixa.

Após uma anamnese detalhada, será realizado o exame dermatológico que inclui a dermatoscopia do couro cabeludo e dos fios de cabelo (tricoscopia).

A tricoscopia é um exame muito importante no diagnóstico da calvície feminina, principalmente nos estágios iniciais.

É realizada através de um aparelho chamado dermatoscópio, que permite ampliar bastante a imagem do couro cabeludo e dos fios de cabelo.

Tricoscopia: dermatoscopia do couro cabeludo e dos fios

Para o diagnóstico de calvície feminina, nós comparamos imagens da região frontal com as da região occipital em relação à espessura, quantidade de fios por unidade folicular, entre outros critérios.

Em algumas vezes (poucas), a tricoscopia não é suficiente para fechar o diagnóstico de calvície, e, então, realizamos a biópsia de couro cabeludo.

 

Biópsia de couro cabeludo com punch

 

A biópsia de couro cabeludo é um procedimento cirúrgico no qual um pequeno fragmento do couro é retirado pelo dermatologista, para que seja analisado ao microscópio pelo médico patologista. Ou seja, permite entender o que realmente está acontecendo dentro do couro cabeludo, tanto em relação aos folículos, quanto à pele ao seu redor.

A biópsia de couro cabeludo necessita ser realizada de maneira adequada em relação à escolha do local (sempre guiada pela tricoscopia),  tamanho e profundidade do fragmento, envio para patologista com experiência neste tipo de tecido, e, posteriormente, interpretação do resultado do anatomopatológico pelo dermatologista.

Existe algum exame de sangue para detectar calvície?

Existe um teste genético que determina  o número de cópias das repetições CAG no gene para o receptor de andrógeno (gene AR). Quanto menor o número de repetições, maior o risco de desenvolver alopecia. Porém, como este teste envolve pesquisa de apenas um gene e a doença é poligênica (envolve a participação de vários genes), um teste indicando baixa probabilidade de desenvolver esta alopecia não exclui o diagnóstico.

Nós, dermatologista, inclusive, não costumamos solicitar este exame.

 

Tratamento da calvície feminina

💠Objetivos:

Em primeiro lugar, é importante lembrar que a calvície é uma doença crônica, assim como a pressão alta,  então não existe uma cura para ela, e sim, tratamento, que, para que os cabelos mantenham-se preservados, precisa ser feito continuamente.

O principal objetivo do tratamento é freiar a progressão da doença, ou seja, fazer com que o paciente preserve o volume do cabelo que tem hoje ao longo dos anos de tratamento.

Mas, algumas vezes, conseguimos sim engrossar os fios finos e até cabelinhos novos até nascimento de cabelinhos novos de folículos que estavam há muito tempo em repouso.

 

💠Medicações geralmente utilizadas:

MINOXIDIL TÓPICO

O minoxidil permanece como o único medicamento de uso tópico com comprovada eficácia para tratamento de calvície em mulheres e homens.

Até poucos anos atrás, acredita-se que o mecanismo de ação do minoxidil na calvície seria devido à dilatação dos vasos, levando à chegada de mais nutrientes aos folículos. Atualmente, sabemos que ele aumenta a produção de fatores de crescimento e também tem um efeito anti-inflamatória que hoje sabemos ser importante para calvície. O resultado destas ações seria um aumento da duração da fase de crescimento dos cabelos, que se encontra encurtada na calvície.

 

E os shampoos antiqueda, ajudam no tratamento da calvície?

Também não. Eles não contém a única medicação de uso tópico, até o momento, comprovadamente eficaz para o tratamento da calvície e, mesmo que o contivessem, não permitiriam o tempo de contato necessário para a medicação fazer uso: de no mínimo 4 horas.

 

MINOXIDIL POR VIA ORAL

O minoxidil começou a ser usado por via oral no final da década de 70. Cerca de 10 anos depois, foi aprovado seu uso no couro cabeludo para tratamento de calvície. Nos últimos 2 anos, bons resultados do seu uso por via oral para queda de cabelo vêm sendo publicados. Apesar de ser usado em doses muito menores do que as usadas para pressão alta, podem ocorrer efeitos colaterais como aumento de pelos no rosto, tontura e inchaço. Por tudo isso, nunca se automedique seja com minoxidil ou outra medicação.

 

ANTICONCEPCIONAIS ANTIANDROGÊNICOS

Os anticoncepcionais são uma das opções de tratamento oral da calvície em mulher em idade fértil. Mas, nem todo anticoncepcional ajuda a combater a calvície feminina.

Os anticoncepcionais indicados para mulher com alopecia androgenética são aqueles que contêm progesterona antiandrogênica, ou seja, que vai diminuir a produção de hormônio “masculino”.

A escolha do uso ou não do anticoncepcional e do seu tipo deve ser decida em conjunto com seu dermatologista e seu ginecologista. Sempre serão pesados riscos e benefícios e se deve evitar o uso de progesterona androgênica como o levonorgestrel, entre outras. Mesmo na forma de DIU (ex: Mirena), o levonorgestrel pode piorar a calvície, pois apesar de baixa, há uma absorção sistêmica que para quem tem calvície é significante.

 

ESPIRONOLACTONA

A espironolactona é um diurético que pode beneficiar algumas mulheres com calvície, uma vez que diminui a produção de hormônios androgênicos e também diminui a ação destes hormônios nos seus receptores do couro cabeludo. O uso desta medicação pode levar ao surgimento de efeitos colaterais como dor no estômago, dor nas mamas e irregularidade menstrual, entre outros. Por isso, nunca inicie o uso desta ou de outras medicações sem orientação médica especializada.

 

FINASTERIDA

O uso da finasterida em mulher é um assunto controverso. Alguns médicos não usam, outros a usam apenas em mulheres pós-menopausadas e outros a usam mesmo em mulheres em idade fértil.  Nestas, deve ser feita contracepção adequada, pois há risco de feminização do feto, caso a mulher engravide de um menino sob a vigência de uso da finasterida. A utilização da finasterida para calvície feminina é off label, ou seja, não indicada na bula, mas existem estudos científicos que comprovam a sua eficácia.

 

As vitaminas são úteis no tratamento da calvície?

Não. Não existe evidência científica de que a suplementação de vitaminas (nem a biotina) ferro ou outro suplemento alimentar seja útil no tratamento da calvície, a menos que haja deficiência deste nutriente.

Como vimos em artigos anteriores, a deficiência de biotina é rara e não costumamos dosá-la. Além disso, fazer uso  de vitaminas e sais minerais, sem dosagem prévia, pode provocar excesso e levar à queda de cabelo (ex: vitamina A, zinco e selênio).

Resumo de produtos mais comumente usados porém sem evidência científica ainda de eficácia no tratamento da calvície:

  • Vitaminas/suplementos
  • “Tônicos”
  • Shampoos dito antiqueda ou “engrossador de fios”
  • Saw Palmetto
  • Latanoprosta
  • Finasterida tópica
  • Fatores de crescimento
  • Silício orgânico estabilizado em colágeno de peixe hidrolisado

 

Atualmente, estão disponíveis também algumas técnicas,  para ajudar no tratamento de pessoas que não alcançam uma boa melhora da calvície apenas com tratamento clínico ou que não podem usar tais medicações. Vejamos abaixo  alguma delas:

 

FOTOBIOESTIMULAÇÃO

A fotobioestimulação consiste na aplicação de laser de diodo de baixa potência ou LED no couro cabeludo, promovendo uma dilatação dos vasos sanguíneos ao redor dos folículos pilosos com aumento da chegada de nutrientes, e também há estímulo de produção de fatores de crescimento e ação anti-inflamatória. Por isto, a fotobioestimulação pode ser usada como tratamento complementar da alopecia androgenética (calvície) em homens e mulheres. O tratamento pode ser feito em casa e os dispositivos diferem em relação a preço e frequência de uso, mas a eficácia é semelhante. ⠀

Veja os tipos de dispositivos com eficácia comprovada e disponíveis no Brasil:

Boné com LED

 

Capacete com LED e laser

 

Tiara com laser de baixa potência

O seu dermatologista irá lhe ajudar a escolher o tipo, se ele achar que este tratamento é indicado para o seu caso.

 

MESOTERAPIA OU INTRADERMOTERAPIA, MMP®

Utiliza-se um dispositivo com microagulhas que, ao perfurarem o couro cabeludo, estimulam a produção de substâncias chamadas fatores de crescimento. Além disso, as microagulhas criam canais que permitem o chamado “drug delivery”, que é a entrega de medicamentos diretamente no couro cabeludo. Estes medicamentos são escolhidos de forma individualizada a cada sessão do procedimento. As medicações geralmente utilizadas são minoxidil, finasterida e dutasterida.

Estas técnicas de drug delivery podem ser usadas então como tratamento complementar ao tratamento em domicílio.

Mesoterapia convencional x MMP

 

PLASMA RICO EM PLAQUETAS (PRP)

O PRP é um procedimento que se caracteriza pelas seguintes etapas:

  1. Coleta do sangue do paciente

2. Centrifugação do sangue para separar os seus componentes objetivando obter plaquetas

3. Injeção do concentado de plaquetas na pele/couro cabeludo

Esta técnica tem sido usada em outros países para acelerar a cicatrização de feridas e também têm sido feitos estudos para tratamento de calvície.

As plaquetas contêm grânulos ricos em fatores de crescimento que poderiam estimular o crescimento do folículo piloso.

Porém, ainda não há evidência científica suficiente que comprove sua eficácia para tratamento da calvície, pois não foram feitos estudos duplo cegos randomizados controlados. Além disso, a técnica carece de uma padronização em relação a quantidade de plaquetas e intervalo de aplicação, e, são necessários estudos que avaliem o resultado da técnica a longo prazo.

Importante salientar que o Conselho Federal de Medicina (CFM)  não permite que médicos realizem o PRP nos consultórios no Brasil ou cobrem pelo serviço. Ele é considerado pelo CFM um procedimento experimental, só podendo ser utilizado em experimentação clínica dentro de protocolos de pesquisas previamente autorizadas.

PRP para tratamento de calvície

 

Como posso saber se o tratamento está fazendo efeito?

O exame chamado tricoscopia, realizado pelo dermatologista, serve tanto para diagnóstico, quanto para acompanhamento da resposta ao tratamento, através da comparação das fotos em grande aumento do couro cabeludo. A primeira avaliação de tratamento geralmente é indicada após 6 meses do seu início, uma vez que o cabelo cresce devagarzinho (cerca de 1 cm por mês).

Uma segunda avaliação após 1 ano de tratamento também é indicada, pois após  12 meses é quando geralmente as medicações alcançam sua resposta máxima para a calvície. E, é justamente por isso, que, costumo pedir a alguns pacientes que planejam ser submetidos a um transplante capilar que aguardem 1 ano de tratamento para ver a resposta que terão ao tratamento clínico. Assim, mesmo que ainda tenham indicação de transplante, ao menos necessitaram de menos folículos da área doadora.

 

Estou fazendo o tratamento direitinho e mesmo assim minha calvície continua avançando. O que será que pode estar acontecendo?

Antes de afirmar que as medicações atuais estão realmente sendo insuficientes para retardar a progressão da calvície, deve-se excluir que exista algum fator, além da calvície, que está prejudicando a saúde dos cabelos ex:

  • Falta de algum nutriente
  • Distúrbios hormonais
  • Outros desencadeantes de eflúvio telógeno
  • Outras doenças do couro cabeludo associadas: dermatite seborreica severa, líquen plano pilar, alopecia areata, entre outras.

 

Será que um dia a calvície terá uma cura?

A cura da calvície poderá vir um dia através das células-tronco. Pesquisadores da empresa de cosméticos japonesa Shiseido começaram os estudos com células tronco para induzir o crescimento de cabelos em 2013 e estamos esperando ansiosamente por

Células tronco: promessa de cura para a calvície

 

 

O estresse pode piorar minha calvície?

O estresse não piora a calvície em si. Um estresse muito intenso, como perda de uma pessoa querida, separação, perda ou mudança brusca de emprego, pode causar um queda difusa e aumentada de cabelo chamada eflúvio telógeno agudo, que começa cerca de 3 meses após o evento e dura cerca de 6 meses. Durante estes meses, a pessoa vai apresentar uma maior queda de cabelo e maior rarefação de fios no couro cabeludo, mas cerca de 6 meses depois, os fios que caíram pelo eflúvio voltarão a crescer e na mesma espessura de antes.

 

Caspa (seborréia/ dermatite seborreica), pode piorar a calvície?

Sim. Atualmente, sabemos que, na calvície, há uma microinflamação, que está envolvida também no processo de miniaturizaçãodos folículos. A dermatite seborreica (popular caspa) contribuirá com mais inflamação, podendo piorar a calvície.

 

E o cigarro, pode piorar a calvície?

Sim, e o fumo pode acelerar a progressão da calvície por diversos mecanismos:

  • O cigarro  danifica a microvasculatura da papila dos folículos;
  • Genotoxicantes da fumaça causam danos ao DNA dos folículos;
  • Os efeitos pró-oxidantes do tabagismo levam à liberação de citocinas pró-inflamatórias, resultando em micro-inflamação folicular e fibrose;
  • Inibição da aromatase, enzima que converte hormônios androgênicos em estrógeno (hormônio feminino), levando a aumento da quantidade de andrógenos a nível dos folículos.

 

Como deve ser a dieta de quem tem calvície?

A saúde do cabelo reflete a saúde do nosso couro cabeludo e do nosso corpo em geral. Então, recomenda-se uma dieta balanceada com proteína (ovo, peixe, frango, carne vermelha), frutas, vegetais e oleaginosas (castanhas). Para os vegetarianos e veganos, é necessário ficar de olho especialmente no ferro e vitamina B12.

 

Como vimos, a calvície feminina é um assunto bastante complexo, inclusive por termos menos conhecimento sobre a participação da genética e hormônios androgênicos do que na calvície masculina. Há muito ainda por se descobrir e até seguimos reforçando a importância de ficarmos atentas aos primeiros sinais da calvície a fim de preservar os folículos.

Instagram: www.instagram.com/fabianacaraciolodermato/

Para agendamento de consulta, clique aqui.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *