

Se você está sofrendo com a queda de cabelo e buscou ajuda especializada, talvez tenha ouvido falar do tricograma. Há décadas atrás, ele era um exame solicitado com certa frequência, , mas a ciência evoluiu e esse exame está caindo em desuso.
Como especialista em Tricologia, quero que você entenda por que a tecnologia moderna está deixando o ato de “arrancar fios” no passado.
O tricograma consiste em puxar, com uma pinça, entre 30 a 50 fios do couro cabeludo, para analisá-los em um microscópio.

O primeiro grande obstáculo para o paciente é o desconforto: além de ser um procedimento doloroso, ele exige que você fique de cinco a sete dias sem lavar a cabeça ou usar qualquer cosmético antes da coleta.
Além da questão do bem-estar, a precisão do exame passou a ser questionada. Estudos mostram que, em casos iniciais de calvície feminina, o tricograma consegue identificar o problema em apenas cerca de 62% a 65% das vezes. Isso acontece porque o exame tem limitações técnicas claras: fios muito finos ou curtos — justamente os que estão sofrendo o processo de minituarização — costumam quebrar na hora da tração, e fios brancos são difíceis de visualizar sob a luz do microscópio. Outro ponto crítico é que o tricograma não consegue avaliar folículos que estão em uma fase de repouso absoluto , o que pode camuflar o diagnóstico real.
A Ascensão da Tricoscopia: Diagnóstico sem Dor
O grande responsável pela “aposentadoria” do tricograma é a tricoscopia (ou dermatoscopia do couro cabeludo).
Diferente do método antigo, a tricoscopia é totalmente não invasiva e utiliza lentes de alta magnificação para analisar o couro cabeludo em tempo real, sem arrancar um único fio.
A ciência já comprovou que a tricoscopia é superior ao tricograma para quase todas as patologias capilares, especialmente para detectar a calvície feminina em estágios iniciais, onde o tratamento é muito mais eficaz para interromper a progressão da perda de cabelo.


Dermatoscópio – aparelho utilizado para realizar a Tricoscopia

Tricoscopia

Imagens obtidas por tricoscopia
Para alopecia androgenética, eflúvio telógeno agudo e crôncio e alopecia areta, o diagnóstico é feito com a tricoscopia. Para as lopecias cicatriciais, além da tricoscopia, indica-se biópsia de couro cabeludo e não tricograma.
Atualmente, a única indicação do tricograma é basicamente para o diagnóstico da síndrome do anágeno frouxo, doença rara.
Em resumo, o tricograma está perdendo espaço porque hoje priorizamos métodos que unam conforto para o paciente e precisão diagnóstica.
A tricoscopia deve ser a ferramenta de rotina, inclusive para não perder diagnósticos iniciais de alopecia androgenética feminina e masculina (calvície).
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