

A alopecia androgenética (calvície), afeta até 80% dos homens e metade das mulheres ao longo da vida. Recentemente, a medicina regenerativa surgiu com a promessa de não apenas interromper a progressão da doença, mas tentar regenerar o cabelo através de células e fatores de crescimento.
No entanto, a ciência alerta: o entusiasmo comercial muitas vezes supera os resultados reais, e a aplicação clínica dessas terapias tem avançado muito mais rápido do que a coleta de provas científicas seguras.
Abaixo, eu detalho as quatro principais técnicas que têm estado em vidência nas redes sociais:

PRP
O PRP consiste em concentrar as plaquetas do sangue do próprio paciente para liberar fatores de crescimento no couro cabeludo. É uma técnica cercada de controvérsias e incertezas.
Conclusão: O PRP ainda é altamente inconsistente devido à falta de uma “receita” única de preparo e de estudos melhor executados para confirmar a sua eficácia.

Fotobioestimulação
A fotobiomodulação utiliza luzes vermelhas ou infravermelhas para estimular a energia das células (ATP) e impulsionar o crescimento do fio.
Conclusão: pode ser indicado como um tratamento coadjuvante, a ser utilizado em conjunto com as terapias padrão de aleopecia androgenética, mas sua eficácia é frequentemente exagerada por interesses comerciais.

Rigenera

Nanofat
As células são retiradas de pequenas biópsias da couro cabeluo (Rigenera) ou de gordura (Nanofat) para tentar regenerar folículos. atrofiados.
Os estudos indicam que o sistema Rigenera é uma ferramenta prática por permitir o processamento das células no próprio consultório, mas a sua eficácia clínica ainda é considerada incosistente. Enquanto alguns grupos de pacientes apresentam uma melhora capilar, outros não mostram qualquer melhora, o que reforça o status experimental e a necessidade de mais padronização para esta terapia
Quanto ao Nanofat, o número de estudos publicados é muito limitado e com poquíssimos pacientes nos estudos. Ou seja,
Conclusão: Essas técnicas são promissoras, mas sua eficácia ainda é considerada inconsistente e experimental devido à escassez de dados científicos de alta qualidade.

exossomos
Os exossomos são vesículas que funcionam como “pacotinhos” de mensagens enviados de uma célula para outra , e assim poderiam estimular o crescimento do cabelo.
O mercado está inundado de produtos sem transparência sobre sua origem ou pureza. Casos graves de infecção e sepse já foram relatados devido à fabricação inadequada de exossomos.
O uso de exossomos deve ser tratado com extrema cautela, pois carece de regulamentação rigorosa e segurança comprovada a longo prazo.
E também não temos, até o momento, evidências científicas suficientes para dizer que injetar exossomos no couro cabeludo dos pacientes funcionam relamnete para queda de cabelo ou alopecia.
A Anvisa e o FDA proibem o uso injetável ds exossomos, porém, alguns médicos ignoram isso e fazem o procedimento motivados pelo lucro financeiro.
Antes de investir em tecnologias caras, certifique-se de que o profissional utiliza protocolos realmnete liberados pelo Conselho Fedreal de Medicina e pal Anvisa. Evite cair em “armadilhas de marketing”.