PRP: tratamento ainda não liberado para calvície no Brasil - Fabiana Caraciolo

PRP: tratamento ainda não liberado para calvície no Brasil

PRP para calvície

PRP – Plasma Rico em Plaquetas

 

Você já ouviu falar em PRP?

Muito em moda nos Estados Unidos e na Europa, esta nova proposta de tratamento para calvície ainda não está liberada no Brasil, mas parece ser uma técnica promissora.

 

Mas o que é PRP?

PRP é a sigla de Plasma Rico em Plaquetas, que, como o próprio nome sugere, trata-se de um plasma com grande concentração de plaquetas.

As plaquetas são células do sangue cuja função mais conhecida é a de ajudar a parar sangramentos, mas, sabe-se que estas células liberam diversos fatores de crescimento que aumentam a capacidade de regeneração do nosso corpo. Baseado nisso, vêm sendo feitos vários estudos do uso da técnica do PRP para o tratamento da alopecia androgenética.

 

Acredita-se que os fatores de crescimento liberados pelas plaquetas no couro cabeludo estimulem as células tronco foliculares, promovendo, assim, o crescimento do folículo piloso.

 

Como é preparado o Plasma Rico em Plaquetas (PRP)?

Não existe um protocolo padronizado para preparar o PRP, mas todos os protocolos têm em comum as seguintes etapas:

Coleta de pequena quantidade de sangue de uma veia periférica do paciente

 

Centrifugação do sangue para separar os seus componentes, a fim de obter um concentrado de plaquetas

 

Extração do plasma rico em plaquetas

 

 

 

Injeção do PRP no couro cabeludo do paciente

 

São realizadas, geralmente, sessões mensais por 3 meses e, depois, 1 sessão de manutenção a cada 6 meses.

 

O PRP realmente funciona para calvície?

Ainda não há evidência científica suficiente que comprove realmente a eficácia do PRP para tratamento da calvície, pois não foram realizados estudos duplo cegos randomizados controlados. Porém, a maioria dos estudos até agora publicados sugerem que a técnica é promissora.

 

Por que o PRP ainda não está liberado para ser realizado pelos dermatologistas no Brasil?

Além da falta de evidência científica de eficácia, a técnica carece de uma padronização em relação a:

  • Concentração de plaquetas que precisa ser obtida
  • Tempo e velocidade da centrifugação
  • Número de sessões e intervalo entre elas

 

Então, todas estas dúvidas precisam ser resolvidas antes que o PRP seja largamente introduzido como opção de tratamento na prática clínica.

São necessários  também estudos que avaliem o resultado da técnica a longo prazo.

Por tudo isso, o Conselho Federal de Medicina (CFM)  não permite que médicos realizem o PRP nos consultórios no Brasil ou cobrem pelo serviço. Ele é considerado pelo CFM um procedimento experimental, só podendo ser utilizado em experimentação clínica dentro de protocolos de pesquisas previamente autorizadas. E dessa forma, não pode haver cobrança para realizar o PRP.

Importante lembrar que, além de ser uma técnica proibida pelo Conselho Federal de Medicina, o PRP envolve a manipulação de sangue, com riscos de contaminação por micro-organismos, troca de material…

 

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Vídeo sobre PRP:

 

 


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